A
História do Chocolate
Há alguns séculos atrás, na América
Central, mais precisamente onde hoje ficam os territórios
do México e da Guatemala, vivia a civilização
asteca, que cultuava o deus Quetzalcoatl, personificação
da sabedoria e do conhecimento. Os astecas acreditavam que Quetzalcoatl
trouxera do céu para o povo as sementes de cacau, e celebravam
as colheitas com rituais cruéis de sacrifícios humanos,
oferecendo às vítimas taças de chocolate. Um
dia, Quetzalcoatl ficou velho e decidiu abandonar os astecas. Partiu
em uma jangada de serpentes para o seu lugar de origem - a Terra
do Ouro. Antes de partir, porém, ele prometeu voltar no ano
de "um cunho", que ocorria uma vez a cada ciclo de 52
anos no calendário que ele mesmo criara para os astecas.
O explorador espanhol Fernão Cortez desembarcou com seus
soldados no México, para conquistá-lo, em 1519 - ano
que correspondia a "um cunho" no calendário asteca.
Por isso, foi confundido com a reencarnação do deus
Quetzalcoatl, e recebido pacificamente pelo imperador Montezuma.
Cortez provou a bebida feita do cacau, chamada "tchocolath",
que era amarga e apimentada, geralmente misturada a vinho ou com
purê de milho fermentado, e levou o chocolate para a Europa,
onde a bebida ganhou prestígio e Cortez, muito dinheiro.
No século 17, as casas de chocolate eram pontos de encontro
requintados em todo o continente. Inicialmente instaladas em Londres,
logo se espalharam por vários países europeus, que
começaram a popularizar a bebida. A partir daí, as
inovações com o chocolate não pararam de acontecer:
chocolate em pó, manteiga de cacau, chocolate comestível,
chocolate com avelãs e ao leite... Diversas pessoas e indústrias
contribuíram com algum aprimoramento para tornar o chocolate
ainda mais saboroso. |